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A verdadeira cura para os problemas do ser humano

09 abr

Leão e filhotes

A verdadeira cura para os problemas do ser humano não pode ser dada pela medicina, mas pela extirpação de suas crenças estapafúrdias. Tal coisa não se faz com um bisturi, mas pela educação libertadora e pelo desenvolvimento de consciência de si mesmo e de tudo além. Isso não é resultado de adquirir informação e conhecimento, mas fruto da capacidade de discernir, de pensar com lógica e amar à razão. É ter em contraponto, a capacidade de se emocionar e sentir em profundidade à vida e aquinhoar cada instante e cada vivência como únicos e especiais.
A mais profunda reflexão vem da compreensão de que não estamos aqui para a materialidade, não para servi-la, mas para utilizá-la como instrumento à construção de nós mesmos. Não que sejamos de todo néscios, porém que somos viajantes e, de certa forma, devamos usufruir do caminho, meio desapegados e com o espanto de uma criança frente a uma descoberta.
Perdemo-nos muito em nossa seriedade e limitamos os caminhos da revelação. Somos formais excessivamente em nossos conceitos e bradamos que a vida é séria. A vida não o é. É um jogo curto demais e nos mostra que devemos ser deuses brincalhões.
A dor do mundo em boa parte tem como causa a perdida capacidade de ser infante. Nós nos tornamos absurdamente sérios demais, adultos demais. Não rimos e, muitas vezes de fato, nos incomodamos com a felicidade e risos alheios, como se ser feliz fosse o maior pecado. Imolamo-nos na intransigência de nossas justificativas e “imensas” responsabilidades.
O mundo não se construiu a partir de nossa retidão e não findará devido ao nosso ócio. É o mundo, uma construção abstrata da leviandade de uma raça que sonega a si mesma a possibilidade de felicidade. A vida é dura: mate essa crença, pois ela se replica de modo infindável em tudo o que se vive e em tudo ao redor, tornando à vida uma angústia.
Não há ao que se obedecer, senão à própria consciência, mas à consciência de fato e não ao conjunto de informações e conhecimentos implantados, à lavagem cerebral, às crenças.
O tempo “ruge” e o leão simplesmente se espreguiça na savana e, preguiçoso, continua a dormir, satisfeito com aquilo que lhe coube para que sobrevivesse e viver mais um dia.

S. Quimas

 
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Publicado por em abril 9, 2016 em Poesia

 

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