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Arquivo mensal: janeiro 2017

Nona Sinfonia

Máscara mortuária de Ludwig Van Beethoven

Máscara mortuária de Ludwig Van Beethoven

Como posso dizer ainda ao mundo,
Se todas as vozes em meus ouvidos
Calaram-se há muito?
Das notas melodiosas que toco,
Essas que cantam as canções de anjos,
Dos lumiares, de estrelas sem fim?
Como posso dizer das imensas grandezas
Que viajam em minha alma,
De todas as melodias que a invadem,
Que assim me tomam por completo?
Como posso, se meus ouvidos se emudeceram?
Como posso continuar a produzir,
Trazer a divindade que me invade,
Se como a cegueira, algo me tomou,
E meus todos caminhos são incertezas?
Como posso prosseguir se me amputaram as pernas,
Não essas que caminham deveras,
Mas a do dom celestial que a mim foi designado?
Como posso? Como posso prosseguir?
Tenho vivido entre os homens
E, de todo, os desconheço.
Tenho me negado, me encontro em abandono,
Porém persevero por todos.
Um dia seremos irmãos.
Ah! Um dia seremos.
Recusaremos todas as potestades
E seremos senão nossa imensa divindade.
Assim nos reconheceremos
Apenas
Filhos de Deus.

S. Quimas

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Publicado por em janeiro 1, 2017 em Poesia

 

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