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Arquivo mensal: fevereiro 2017

Filosofando

Chimpanzé

A primeira grande doença que assola o mundo se chama: certeza baseada em opinião pessoal.
A segunda: crença aparte fatos.
A terceira: aceitação por resignação, muitas vezes por covardia, ou mesmo cumplicidade.
Daí, advêm a terminal: inconsciência, permitida ou maliciosa.
Há mais verdade em fezes do que aquilo que a boca propaga.

S. Quimas

 
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Publicado por em fevereiro 4, 2017 em Outros Textos

 

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Estamos em época de Calígula

Dave Patchett - Civilização Perdida

Dave Patchett – Civilização Perdida

Estamos em época de Calígula. Aqui não é Incitatus promovido a senador, mas amebas parasitas. Os verdadeiros “grandes” demônios se ocultam na sombra e elegem seus asseclas. As mãos são extensões de braços ocultos. Não só aqui, mas em um plano para o mundo inteiro. Elegem heróis, destronam outros.
A verdade? Quem a poderá dizer?
A cada instante nos empobrecemos de clareza, nos esvaímos de fraternidade. Somos consumidores consumidos pelas retóricas. A todos os momentos construímos crenças, que não passam de falácias manipuladas.
E se o mundo acabasse agora? Não sei. Vejo a quase totalidade humana despreparada para a cooperação, vejo zumbis famintos. Gente que acredita que a porrada é a solução.
Bando de imbecis. Quem semeia e colhe e reparte é quem trás a divindade ao mundo. A verdadeira.
Somos uma aldeia esquecida. Ah, meu amigo! Sou um idealista idiota com uma ideia profana.
Acredito nos pequenos gestos de gentileza, de amizade e humanidade, aqueles do dia a dia, de cada instante. Aqueles que nos transformam, essencialmente. E, quiçá, a partir de nós o mundo inteiro.

S. Quimas

 
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Publicado por em fevereiro 3, 2017 em Outros Textos

 

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Que me roubem a poesia

Jovem cansado de sua cidade natal - Taryn Day

Jovem cansado de sua cidade natal – Taryn Day

Que me roubem a poesia,
Que dela se apossem e me tomem a autoria,
Que a trespassem com sinonímias,
A fim de disfarçar o plágio.
Não importa.
Não importa que a tinjam de outras cores,
Só não a macule com outros valores
E não deem a ela outro significado,
Pois assim serei mais do que roubado,
Serei extinto,
Definitivamente morto.
Que me roubem tudo,
Porém jamais a imaginação.
Que não me furtem o sonho,
Que não me destruam a capacidade de sentir.
Que me enlouqueçam
E me tornem assim,
Mais e inteiramente louco que eu seja.
Que me torturem
E em um abismo me arremessem.
Que arranquem minha língua,
Assim me tornando mudo,
Mas que deixem minha poesia gritar.

S. Quimas

 
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Publicado por em fevereiro 2, 2017 em Poesia

 
 
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