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Ícaro

07 maio
Ícaro

Ícaro

Até agora,
Meu poema sangra em versos.
O bip das pontuações
Faz-se ser ouvido
Nas enfermarias dos meus devaneios.
São obscuras as horas
Sem certezas imediatas de medicação.
A cura já não me basta.
Aliás, nada me basta.
O abismo só me engole,
As asas de demônio ou anjo
Estão quebradas.
Não há voo.
Só há o arremesso à profundeza
De todas as minhas desilusões.
Minhas esperanças desfalecem
Como as penas de um pássaro abatido.
Trôpego, já me quedo
Enfim em um jazigo.
O túmulo que cavo
Do meu nenhum sentido.

S. Quimas

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Publicado por em maio 7, 2017 em Poesia

 

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