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Quando a minha hora chegar

09 maio
Máscara mortuária de Ludwig Van Beethoven

Máscara mortuária de Ludwig Van Beethoven

Quando a minha hora chegar,
Serei apenas sombra de uma árvore
Pousada a um canto da estrada.
Nada sei se serviu de aconchego
A quem possa ter servido de refúgio
Ao sol crestante do caminho.
O caminho era meu e meus olhos
Só viram o infinito de meu além.
Quando minha hora chegar,
Não sei se estarei calmo,
Ou se estarei agonizante,
Por inteiro conturbado.
Só sei, que nada agora que eu pense,
Possa ser tudo o mais além.
Pois, cada momento há de se vivê-lo
E não falseá-lo em fantasias.
Há de se sonhar,
Porém em passos dados.
Há que se fingir,
Mas se chorar frente ao espelho
E inda assim sorrir,
Se perdoando sem mágoas.
Bastam as águas
A escorrer pela face,
Arrancada a máscara,
Desfeito o disfarce.

S. Quimas

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Publicado por em maio 9, 2017 em Poesia

 

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