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Reflexão

Namaste_gesture

Não desdenha da simplicidade e jamais sê cúmplice da arrogância.
Atende ao que carece, segundo o que te seja possível.
Não há modelo de beleza no mundo, há o que te agrada aos olhos.
Tudo gira como peças em um caleidoscópio. Acredite ou não, as mesmas. Por mais que formem novas imagens, são as mesmas peças.
Hoje tu vives, amanhã morres.
Jamais sê cruel com qualquer deficiência. Perdoa e compreende também as tuas, pois se não nasce em ti o perdão por tuas próprias limitações, jamais poderás compreender e perdoar as que te são alheias.
Porém, cuida em muito que não sejas cilada da soberba. Mal fundamentado na ignorância de que aqui todos nós carecemos da amplitude do poder absoluto. Que mesmo o mais poderoso dentre todos há de encontrar seu túmulo e que independa te todos os outros ou da natureza.
Livra-te do egoísmo, mas não te sujeite a dar àquele que não valorize a tua dádiva.
Sê simples.
Não te curves à derrota, aprende com os percalços. Forja tua vida pela esperança.
Jamais imponha tua fé. Questiona sempre teus conceitos.
Ama a liberdade, mas cuide que não destrua a de outrem.
Seja teu total ser, assim verdadeiramente tu mesmo. Isto já será, talvez, o ato mais heroico em tua vida que poderás praticar.

S. Quimas

 
 

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O que é poesia e o que não é?

Caneta-tinteiro e papel com escrita.

O que é poesia
E o que não é?
Tudo é imensamente poesia,
Depende da visão
— de quem a tenha —
E se poesia queira enxergar
Naquilo que se percebe.
Pois é mais fácil a um verdureiro
Enxergá-la no germinar
E em todo o crescer de suas plantas,
Do que alguém comum de nossos dias,
Fazê-lo assim com tamanha naturalidade
E pleno gozo.
O mundo transborda de substitutivos ao prazer real,
Evita a simplicidade como se fosse lepra,
Torna-se distante de sua essência
E sucumbe nas garras da superficialidade.
O mundo é um amante
Que trepa com o lixo
E derrama o chorume
De sua inconsciência e mediocridade.

Queria falar de flores,
Do sol que nasce, ou se põe.
Queria ser agradável
E não o lamuriento que sou,
Mas não dá…
Quanto mais eu vivo,
Mais a morte se escancara para mim.
Não a minha própria, que será factual,
Mas aquela que caminha
Nos corpos dos transeuntes pelo que passo.
Não são corpos de quem de fato tenha vida,
Não passam de poeira
Deformada em aparência humana.

Isso que escrevo não é poesia.
Não tem canto, métrica, rima,
Não é canção…
É como um vomitar,
Um pôr para fora de mim,
Expurgar a dor de existir,
O tormento de sentir
O veneno que inunda o sangue do mundo.
Melhor se me calasse,
Não acrescento nada.
Melhor a mudez
Do que transformar em versos
A escuridão de meus dias.
Se ainda faço
É porque em meio à escuridão
Leio com os meus olhos estrelas.
Ainda que tudo se perca
E não haja outro amanhecer,
Ainda embalo como a um filho
A esperança
De só ter sonhado
E, assim, por completo
Ter vivido.

S. Quimas

 
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Publicado por em maio 1, 2016 em Poesia

 

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